• Ely Carter

O Perfume



O inverno está chegando ao fim, e daqui a pouco quem é que dá o ar da graça? A primavera! E com ela uma explosão de cores e odores. Neste caso então, não podemos pensar em primavera e não pensar em perfume!

Qual o perfume que você mais gosta? Você se perfuma para si mesmo ou para os demais? E a casa, a tua casa, que perfume tem?


Particularmente, gosto muito de perfume, mas tudo depende do meu humor durante o dia, pode ser que de manhã eu prefira umas notas de baunilha e de noite notas de ‘patchouli’, o lírio-branco com mandarim.


O perfume consegue revocar em nós a nostalgia. Conforme o Dr. Ken Heilman, professor de neurologia e psicologia da saúde na Universidade da Flórida, o cheiro ou odor ativam as partes do cérebro responsáveis pelas emoções, bem como da memória, enquanto as palavras vão para as partes pensantes do cérebro, isso coloca em evidência o fato que quanto mais um odor, perfume nos é agradável, mais rápido é reconhecido e mais rápida é a sensação de coração acalentado, aquecido. A nossa memória olfativa e biológica fica ali conservada e quando acontece de passar pela nossa frente um determinado perfume ou odor, as nossas cartelas adormecidas acordam e no seu acordar, despertam em nós uma série de sensações e recordações.


Muitas vezes me pergunto se a indústria dos perfumes se vale mais do marketing do que da matéria-prima. Não acredito que um perfume possa me levar a Taormina ou a Roma, mas creio que um perfume pode me recordar de experiências vividas, como a música. Ouvimos uma nota e nos lembramos do concerto.


Dias atrás enquanto eu falava com a senhora de uma quitanda aqui perto de casa, comentávamos sobre o perfume das frutas. A quitanda perfumava de pêssego com melão maduro, umas notas de tomate-cereja e bulbo de erva-doce. Ela comentou comigo uma coisa interessante: “Quando chega a hora do almoço, é incrível, se eu cortar uma fatia de mortadela de Bologna, quem está na fila geralmente me diz: Nossa, que perfume, que odor maravilhoso, eu também quero 200g.” Praticamente de modo indireto é como se fosse ativado um botão para marketing olfativo coletivo, aquela sinergia entre hora do almoço, cheiro de baguete e mortadela. Uma combinação explosiva para os nossos sentidos.


Quem não gosta de cheio de pão, bolo de chocolate, lasanha ou pizza saindo do forno? Na maioria das pessoas o perfume ou o cheio destes alimentos, desperta sentimentos de felicidade, nos leva por uns segundos a infância, se crescemos num lugar onde estes alimentos fazem parte da dieta.


Eu uso perfumes diferentes em diferentes momentos do dia, porque noto que meu corpo tem diferentes necessidades durante o dia. E’ como se para cada hora eu necessidade de estimular hormônios diferentes.


No meu caso, se tenho reuniões importantes de manhã, mesmo online, me vestir, colocar um perfume e um salto alto, no meu caso, me dá mais confiança, me clareia as ideias. Não é que aposto todas as minhas cartas em uma combinação química feita por alguém, mas simplesmente do uma ajuda ao meu organismo para ele estar atento e pegue a onda justa!



O mesmo acontece na casa. Adoro uma vela aromática, uns óleos essenciais aqui e ali, tudo muito delicado. A casa da gente é lugar onde a nossa “tribo” se encontra, se reúne, se ama, se acolhe.




A casa é onde a gente se reconhece, e perfume tem essa forte característica: atribuir identidade que possa ser reconhecida, solicitar aquele se sentimento de pertencimento.


Portanto, não é à toa que o perfuma é como música, notas olfativas e notas músicas, quando bem combinadas, nos fazem viajar, nos presenteiam com maravilhosas sensações, e no baú dos nossos corações ficam ali guardadas!




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